Sabe quando você tá preso num problema que não anda? Quanto mais você força, mais dói. Quanto mais você insiste, menos você sai do lugar. Acho que todo mundo já passou por isso, né?
Bom, na psicanálise tem um nome. O nome disso pode ser o impossível. O impossível não no sentido de difícil, mas no sentido de “não passa por aí”.
Pense assim: é como se fossem dois animais grandes numa ponte estreita. Nenhum dos dois vai passar empurrando o outro. Então, não é a força, não é a teimosia, não é a insistência.
Mas a gente pode fazer uma pergunta importante aqui: por que a gente continua dando murro em ponta de faca?
Porque muitas vezes admitir o limite dói. Porque aceitar o impossível muitas vezes parece um fracasso. Porque a gente aprendeu que desistir é perder.
Mas olha isso: inteligência não é negar o impossível. Pelo contrário, inteligência é contornar. E contornar é parar de olhar de frente e perguntar: “Tá, se não é por aqui, por onde dá?”
Às vezes a saída não é atravessar a ponte. É voltar, é esperar, é fazer um desvio, é criar algo novo.
Só que isso muda tudo. Por quê? Porque quando a gente reconhece o limite, a gente para de brigar com a realidade e começa a trabalhar com ela. Você não briga mais, você começa a trabalhar com ela.
Então pensa comigo: onde, na sua vida, você tá tentando resolver na força algo que talvez seja estruturalmente impossível?
Talvez o problema não seja falta de esforço. Talvez seja, muitas vezes, excesso de insistência no lugar errado.
E talvez, só talvez, a saída não seja empurrar mais forte, mas aceitar o limite e usar a cabeça pra dar a volta. Porque não é sobre vencer o impossível, é sobre sobreviver a ele.
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